22 de abril de 2017

Reflexão do Mar

 

     Sentada no areal, confortavelmente, estava eu, perdida que estava no mar dos meus pensamentos. Igualzinho às ondas que se levantam no mar e depois dão lugar a outra e a outra e assim sucessivamente...
Quando uma ideia mais feliz surgiu no horizonte da minha mente, nesse preciso momento, o vento mudou, não de direcção, mas de temperatura. Ficou mais frio de repente. Tão nítido como um eclipse total. Foi um doce "despertador" de que estava na hora de regressar.

     O mar nunca me falha. Não tem temperamento, não tem oscilações de humor, não tem coisas que agente não consegue compreender... Ou melhor, o mar tem coisas que agente não consegue compreender. Se pensarmos bem, tem. O mar transmite-nos um sentimento que agente não consegue compreender.

     Na volta raspei os meus pés na areia, a cada passo, e descobri que fazia um assobio engraçado. Descobri uma coisa hoje! Posso dizer.
Dá-me um certo gozo ter descoberto isso e sorrio sozinha - eu comigo mesma. Na verdade faz todo o sentido, pois não é o sorriso um indicador de quando se fazem as pazes? É. Nem que seja connosco próprios.

Cristina, 22 de Abril de 2017

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