10 de julho de 2017

A minha cadeira de baloiço

Uma das muitas lagoas da ribeira de Drave












Eu tenho uma cadeira de baloiço
onde suavemente me recosto.
Fecho meus olhos e sinto o conforto
d'um suave vento bater-me no rosto.

Uma brisa suave, doce e amena,
chega até mim através da cortina.
Trás-me outras histórias felizes
que a minha imaginação imagina.

São ventos do deserto em silêncio;
douradas dunas em infinitos grãos.
sob um tecto d'um céu de estrelas,
sonhamos e damos as nossas mãos.

Límpida cascata desce pelas pedras;
mergulho numa lagoa azul turquesa.
Vegetação luxuriante e flores raras.
Imerjo e nossas almas são certeza.

Nascer-do-sol, ocaso e noite estrelada...
De ti, só te quero a ti como um dia inteiro.
Na simples beleza deste infinito universo,
cabem todos os sonhos da cegueira.

Faltam palavras se eu quisesse falar
das quatro estações em seu esplendor;
mais palavras faltam ainda inventar
seu quisesse mesmo falar de amor.

Cristina, 10 de Julho de 2017

Flores e Cores

Quando por certo lugar passava
meus olhos pararam a contemplar
a perfeita sintonia de cores
oferecida por aquele lugar.

Um muro simplesmente pintado
onde o sol era amarelo ocre iluminado.
Um cacho de flores rosa forte encostado,
frondoso, pendia mesmo ao lado.

Era a parede azul fria de uma casa,
já trespassada pelas rugas do tempo.
Belas roseiras, num canteiro ao lado,
de cor vermelha de paixão e alento.

Minha imaginação tem um lugar
que é apenas um simples jardim
e lá no meio está o meu lar,
ladeado de flores de todas as cores.

Ai que bom seria tal privilégio!
Também lá ter um banquinho de jardim,
onde conversávamos longamente...

Apenas isso.

Simples assim.


Cristina, 10 de Julho de 2017